| DO RESÍDUO ORGÂNICO À TERRA FORTE |
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| Enviado em Fri 19 Dec 2008 por tomaz ahau (448 leituras) |
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Sabe aquele lixo que ninguém quer? Aquele formado de restos de comida, que para nada serve? Pois é, dele muito ou tudo pode ser aproveitado e transformado num excelente regenerador e condicionados de solo para ser utilizado tanto por produtores, paisagistas e até mesmo dentro de casa. Mágica? Não, trabalho pesado e tecnologia empregada. A empresa produtora do material, Organosolo (www.organosolo.com.br), recebe todos os resíduos. São toneladas por dia vindas de supermercados, hortifrutis, feiras livres, etc. E tudo é rigorosamente aproveitado. São resíduos de frutas, legumes e verduras, chamado FLV. Ao invés de irem para aterros de lixo e ficarem até a sua decomposição, a empresa os recebe a um preço menos que o mercado. -A tecnologia utilizada apresenta uma solução completamente nova, dentro de um novo paradigma, com uma solução ambientalmente correta, agronomicamente viável, economicamente rentável e socialmente responsável, revela Flávyo Cunha, diretor superintendente da empresa Organosolo, que juntamente com sua equipe, desenvolveu a aplicabilidade da tecnologia, certificada pela Ecocert. Seu processo de preparo começa na retirada de todo esse resíduo. Ele é despejado pelos caminhões na esteira de catação. Papéis, plásticos e vidros são retirados. Os metais são observados por um detector que interrompe o processo ao captar. A partir daí, a trituração. Acontece duas vezes e na segunda ocorre a extração da água, que também será reaproveitada no final do processo. Depois chegam as moegas de triturados, onde é feita a aplicação dos minerais. Feito isso, vai para o misturador o biocatalizante específico que promove a biodegradação acelerada. No final, todo esse material vai para as baias de maturação onde fica 72 horas. Enquanto o processo comum e usual leva de 90 a 180 dias em média. Parece muito, mas são toneladas de resíduos. E tudo isso realizado de forma completamente informatizada. Terminado o processo, o produto é ensacado em diversos tamanhos. E numa novidade, chamada “Operação Mãos Limpas”, que irá agradar em cheio as pessoas que adoram cultivar plantas e hortas caseiras, a empresa desenvolveu o uso do fertilizante em cápsulas. Não é preciso mais sujar as mãos. Numa época em que tudo se joga fora, iniciativas como essas são extremamente importantes. Nada sobra do que chega. Estima-se que 40% do que compramos vira lixo, e uma grande parte do que produzimos é orgânico. Chamado lixo úmido. Esse material é pouco aproveitado e normalmente despejado em aterros. Importante que isso possa ser reaproveitado e transformado para o bem do meio ambiente. E mais do que isso, num produto de qualidade comprovada que faz a terra ser mais bem aproveitada e sem nenhuma química. O exemplo tem que ser dado de dentro das nossas casas para fora. Pense nisso antes de plantar suas mudas, flores, ou até mesmo grandes plantações. Comportamento gera comportamento. Faça sua parte. Esta reportagem foi extraída da revista “Orgânica”, da GBL Comunicação, numero 3, ano 1, páginas 6 e 7, para fins didáticos. + informações www.gblcom.com |
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