| ALHO, REPELENTE NATURAL DE PRAGAS |
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| Enviado em Mon 16 Feb 2009 por thiago tognozzi (1560 leituras) |
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ALHO, REPELENTE NATURAL DE PRAGAS Por Sílvio Roberto Penteado O alho é uma planta já utilizada em outros países, como nos Estados Unidos, como defensivo agrícola natural. Seu aproveitamento é feito através da extração do seu óleo, assim como há recomendações de processamento da planta inteira. O extrato do alho pode ser utilizado na agricultura como defensivo agrícola, tendo ampla ação contra pragas e moléstias. Segundo STOLL (1989), quando adequadamente preparado tem ação fungicida, combatendo doenças como míldio e ferrugens; tem ação bactericida e controla insetos nocivos como a lagarta da maçã, pulgão, etc. Pode inclusive ser feita a aplicação no suco de plantio, protegendo as sementes. Sua principal ação é de repelência sobre as pragas, sendo apresentado como repelente natural de insetos. O seu plantio intercalar é também indicado para certas fruteiras como a macieira, para repelir pragas. Nos Estados Unidos onde o óleo de alho é empregado em cultivos comerciais, como em algodão, é apresentado como defensivo mais barato que os agrotóxicos, não prejudica os trabalhadores, seguro para o meio ambiente, não mata as minhocas, não destrói enzimas, não contamina a água e é inofensivo para insetos benéficos. (Garlic Research Labs, s.d.) Naquele país, o extrato do óleo é registrado como repelente de pragas para os seguintes grupos de plantas: brassicas (couve flor, brocoli, etc); vegetais de bulbo (alho, cebola, etc); cereais de grãos (milho, arroz, etc); citros; algodão; cucurbitáceas (melão, abóbora, melancia, etc); frutos vegetais (tomate, pimentão, pepinos); vegetais folhosas (alface, espinafre, etc); leguminosas vegetais (soja, vagem, feijões, etc); árvores de nozes (macadâmia, pecã, etc); plantas ornamentais; raízes e tubérculos e fruteiras (caroço, pomáceas, etc). CARACTERÍSTICAS E PREPARO No Brasil o uso do alho está restrito ainda a pequenas áreas, como na agricultura orgânica enquanto que em outros países como nos Estados Unidos, pela possibilidade de empregar o óleo de alho, obtido através de extração industrial, já é possível empregá-lo em larga escala em cultivos comerciais. EMPREGO NA FORMA DE PÓ DE ALHO Uma forma para o preparo de um defensivo com alho compreende da mistura de 1,0kg de alho + 5,0 litros de água + 100 gramas de sabão + 20 colheres (de café) de óleo mineral. Os dentes de alho devem ser finalmente moídos e deixados repisar por 24 horas, em 20 colheres de óleo mineral. Em outro vasilhame, dissolve-se 100 gramas de sabão (picado) em 5 litros de água, de preferência quente. Após a dissolução do sabão, mistura-se a solução de alho. Antes de usar, filtra-se e dilui-se a mistura com 20 partes de água. As concentrações são variáveis de acordo com o tipo de pragas que se quer combater (Stoll, 2989). Quando pulverizado sobre as plantas depois de 36 horas não deixa cheiro nem odor nos produtos agrícolas. EMPREGO NA FORMA DE ÓLEO É recomendado por Garlic Research Labs (USA), a mistura do óleo de alho com o óleo de peixe, uma vez que este atua como aderente e espalhante, dando proteção ao óleo de alho contra os raios ultravioleta. Sua aplicação deve ser feita com agitação, empregar a solução diluída no mesmo dia, não misturar com agrotóxicos ou produtos químicos, aplicar nas horas frescas do dia e nunca empregar dosagens superiores a 2%. No suco de plantio, deve ser pulverizado a mistura com o óleo de peixe, na concentração de 225 gramas de cada produto em 22,5 litros por hectare, juntamente com as sementes antes de cobrir. A indução do óleo de peixe auxiliaria a germinação e posteriormente as plantas contra a perda de água. A aplicação foliar seria feita após a mesma completar 6 folhas, antes do ataque de insetos. Empregar a quantidade de 225 gramas de óleo de peixe em 22,5 litros de água por hectare em aplicação em faixa, caso seja feita a aplicação em área total dobrar esta quantidade. Num cultivo anual são recomendadas 4 aplicações foliares, separadas 18 dias da primeira e 30 dias da segunda e terceira aplicação. Nos tratamentos em cobertura total emprega-se 450 gramas de óleo de alho + 450 gramas de óleo de peixe, diluídos em 45 litros de água por hectare. Esta reportagem foi extraída do “Boletim Agroecológico”, da editora Agroecológica, numero 12, ano 3, Edição Julho de 1999, páginas 16 e 17, para fins didáticos. |
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