| A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O DESAFIO DE VIVER NA ATUALIDADE |
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| Enviado em Tue 17 Feb 2009 por thiago tognozzi (519 leituras) |
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A vida tem se construído numa aventura cada vez mais difícil de realizar. Somos lançados completamente despreparados nela e por ela assim continuamos, a despeito de todos os anos de escola que somos forçados a cursar. É como se o ensino não tivesse nada a ver com a vida. Aprendemos expressões, ciências, matemáticas, e sócio-históricas sem que quase nada “toque” nossa vida diária. Quando isto acontece, a intenção da escola é para que descubramos os problemas ambientais, da mais variadas formas, reduzindo nossa responsabilidade ambiental pessoal. A educação formal que praticam as escolas está muito longe de ajudar a construirmos uma vida de qualidade. A educação ambiental, que tanto lutamos para inserir no ensino (foram 33 anos de “batalha”), transformou-se em mais um compartimento da visão fragmentada do conhecimento que temos. Ao nos impingirem novas tarefas de cidadania ambiental (por exemplo, separar o lixo) muitos professores acham que estão ensinando o que necessitamos para a vida. Este tipo de ensino interessa às transnacionais que cada vez mais, irresponsavelmente, lançam embalagens descartáveis e tóxicas e usam o trabalho gratuito da sociedade para diminuir o problema que é de sua inteira responsabilidade. Os cidadãos não têm idéia do risco que correm consumindo bebidas acondicionadas em plásticos PET, por exemplo, nem o mal que fazem ao depositá-los na natureza, mas as empresas que lucram com os refrigerantes sabem. É de responsabilidade delas mudar ou indenizar a sociedade. Entretanto, para que isto aconteça, necessitamos de uma nova educação ambiental que, desenvolva o senso crítico dos cidadãos e recupere o bom senso que é algo que, além de nunca ter sido ensinado nas escolas, foi muitas vezes destruído por elas, em troca de uma visão pseudocientífica. Sim, o bom senso recuperado pode ser a nossa maior arma para reconstruir nossa qualidade de vida. Cabe, portanto, à educação ambiental não só informar e “tarefar” as crianças e jovens, mas, sobretudo, ensiná-las a pensar por si, a observar por si e, com isto, traçarem sua ações, debatê-las e coordená-las com seus concidadãos para que inseri-las na realidade planetária. Aí, então, poderão praticar as lutas e mudanças necessárias para reconstruir e depois preservar a qualidade de vida independente do planeta. Esta educação ambiental libertadora não deve se restringir somente às escolas (embora obrigatória para elas), mas atingir todos os cidadãos para apoiá-los na difícil e instigante tarefa de reconquistar a harmonia com o todo. *Fernando Milanez é professor de educação ambiental, biólog e arquiteto. E-mail: milanez@orion.ufrgs.br Esta reportagem foi extraída da revista “The Ecologist - Brasil”, para fins didáticos. |
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