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O AMARGO DO AÇÚCAR
  Enviado em Fri 28 Aug 2009 por thiago tognozzi (362 leituras)


Há 300 anos, a humanidade não usava aditivos doces na sua dieta. Eventualmente, era usado o mel, mas como remédio.

Esse processo histórico prova que o açúcar branco é desnecessário como alimento, pois somente à partir dos dois últimos séculos começou a ser produzido, vindo a ser consumido de forma cada vez mais intensa. Com a sofisticação da técnica, o açúcar de cana foi mais purificado ainda, retirando-se dele apenas a sacarose branca. Hoje, somos uma civilização que consome milhares de toneladas diárias.

Ele é o resultado de um processamento químico que retira da garapa a sacarose branca e adiciona produtos químicos, em sua maioria desconhecidos, como clarificantes, anti umectantes, precipitadores e conservantes, que pertencem a grupos químicos sintéticos, muitas vezes cancerígenos e sempre danosos à saúde. Quando são retiradas da garapa e do mascavo suas fibras, proteínas, sais minerais e vitaminas, resta apenas o carboidrato pobre e isolado, razão pela qual devemos considerá-lo um produto químico e não um alimento. O corpo humano definitivamente não necessita dele.

O que realmente necessitamos é a glicose, ou seja, a menor partícula glicídica dos carboidratos. Ela, por sua vez, é importante no metabolismo, pois produz energia ao ser “queimada”. Embora se diga que “açúcar é energia”, sabemos bem que a citação é apenas modesta, pois na verdade, deveríamos dizer, que “açúcar é superabundância de energia química concentrada”. Eis aí o problema: o açúcar é sempre excesso de energia, além das necessidades reais, e este excesso tende a depositar-se, a exigir trabalho orgânico extra e a diminuir o tempo de vida, pois a célula só usa o que necessita. Todo o resto passa a ser um “estorvo metabólico”.

Outro fato importante é que, ao consumir um produto extremamente concentrado e isolado, exigiremos do organismo uma complementação química. Por exemplo, serão exigidos muito cálcio e magnésio, obviamente retirados do metabolismo e da reservas; ele “rouba” nossos depósitos de um modo diretamente proporcional à quantidade ingerida. Podemos dizer então que o açúcar é descalcificante, desmineralizante, desvitaminizante e empobrecedor metabólico. Açúcar não é “alimento”, mas um poderoso “antinutriente”, um ladrão. Razão pela qual Willian Dufty, em seu consagrado livro sobre o açúcar, “Sugar Blues”, considera-o “como uma droga doce e viciante que dissolve os dentes e os ossos de toda uma civilização”. Seus efeitos nunca são imediatos, mas lentos, acumulativos e insidiosos, drenando a saúde aos poucos.

O consumo da droga doce vem aumentando nos últimos anos. Se levarmos em conta que não necessitamos de açúcar, tudo o que se consome é excessivo e supérfluo, além do que o corpo precisa. Lembramos que 100 por centro dos carboidratos (farinhas, cereais, açúcares das frutas) transforma-se em glicose, bem como 60 por cento das carnes ingeridas e até mesmo 15 por cento das gorduras e óleos. É assim que normalmente mantemos as necessidades bioquímicas do corpo. Isso explica por que os povos antigos não necessitavam desse alimento extra. Para aqueles que usam adoçantes artificiais, como a sacarina e ciclamato, aconselhamos abolir o hábito imediatamente, pois representam produtos muito perigosos. Apesar da comprovação de que são substâncias cancerígenas, verbas astronômicas são gastas por laboratórios interessados em pesquisado do tipo: “ainda não conseguimos provar que adoçantes sintéticos não produzem câncer.”

O açúcar tornou-se tão letal, que o nutricionista britânico Dr A. Yudtkrin batizou seu livro sobre o problema de açúcar “Puro, branco e mortal”, enquanto o Dr Hall, cientista canadense, intitulou seu capítulo sobre açúcar, “O vilão açúcar refinado”.






FONTE DO TEXTO ORIGINAL: Dr Márcio Bontempo, Livro- Relatório Orion.


Esta reportagem foi extraída da revista “Beija Flor”, ano 2, edição 6 – primavera de 2007, página 9, para fins didáticos não comerciais. Reproduzimos a reportagem na íntegra em respeito à idéia autoral de quem escreveu o original. Os diversos pontos de vista expressos nestes textos não são necessariamente os da Casa dos Hólons. Entretanto, acreditamos que a diversidade de opiniões e idéias gera maiores debates e questionamentos, os quais enriquecem e aperfeiçoam a busca por um estilo de vida mais sustentável e natural.
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