A fachada
da Casa dos Hólons foi construída através da técnica em ferrocimento, com garrafas e potes de vidro integrados ao muro e delimitando os canteiros das plantas que habitam na calçada. No portão, os bambus recobrem o ferro e dão privacidade ao ambiente interno. No umbral do portão, um elefante esculpido simboliza a abundância e a águia significa a visão para outra possibilidade. Os dois animais tiveram o rosto esculpido em técnicas de ferrocimento e escultura em concreto. A calçada também integra fundos de garrafas e potes de vidros, além de ladrilhos quebrados. Interessante observar, ainda aqui fora, a bandeira da Paz que balança ao sabor do vento. A Casa dos Hólons é, portanto, lugar de difusão da cultura de paz, a cultura dos povos e a favor da diversidade humana. O símbolo da paz também simboliza que este é um patrimônio da humanidade!




A beleza dos trabalhos artísticos já encanta logo na entrada.
Então, vamos entrar?

Ao entrar
na Casa dos Hólons, é possível observar mais materiais reutilizados na composição do muro e do chão (cacos de vidro e espelhos, garrafas e potes emoldurados no muro junto com tijolos recolhidos de caçambas e restos de demolição). O custo da parede de reciclados é quase zero, já que todo o material (inclusive os tijolos) foi coletado na rua ou em cooperativas de coleta do lixo reciclável.

Uma alternativa para a construção e embelezamento de um muro com baixo custo é um painel esculpido em cimento bruto.

O jardim Elemental
procura atrair boas energias ao incorporar em seu design, princípios existentes em culturas ancestrais como Feng-Shui, e outras ciências que propõe essa relação harmoniosa com a natureza. Neste caso, o jardim se transforma em um elemento vivo que interage com as pessoas quando é cuidado por elas, ou quando é admirado.





Uma fonte com dimensões proporcionais ao jardim foi construída para embelezar ainda mais o lugar e, de certo modo, filtrar as energias do ambiente.

Abaixo, a experiência com cacos de vidro e espelhos para compor um certo mosaico no chão que separa o jardim da casa.

Ao descer o corredor,
hortas verticais temperadas (composta de temperos e ervas medicinais de uso cotidiano) se misturam a plantas exóticas como a Babosa e o Papirus. Em conjunto, elas se transformam em uma cortina que temos de abrir, para se deixar envolver pelo ambiente da Casa dos Hólons. Por se tratar de um corredor um pouco mais estreito, essa interação das pessoas com as plantas deixa o ambiente sutilmente perfumado.



Biofiltros e sistema de tratamento de águas cinzas, seguindo os princípios (zona de Raízes e wetland), tratam a água da cozinha de forma que esta chegue ao centro comum do tratamento de esgotos da casa mais limpa.
A bandeira da paz
Um grande banner apresenta o símbolo da paz, e o lema “Onde há paz há cultura, onde há cultura há paz”.
Próximo desse lema é que alunos e visitantes da Casa dos Hólons ocupam a sal de aula construída de maneira circular. Lá aprendem e discutem permacultura, sustentabilidade, cultura de paz, novo sincronário e assuntos que se interligam a esses.




O Telhado Verde,
como um elemento bioarquitetônico, proporciona conforto climático e área para cultivo de temperos e outras espécies de plantas que gostem de muito sol.

Já pensou o seu telhado cheio de orégano, cactus e margaridas?


O Círculo de Bananeiras
é o último estágio do sistema de tratamento biológico para o esgoto da Casa dos Hólons. Na permacultura, dividimos para efeitos didáticos, as águas cinzas e negras COLOCAR UM LINK AQUI. As bananeiras como espécies hidrófilas (gostam de água) também possuem a característica de filtrar elementos químicos e minerais incorporando em seu metabolismo como nutrientes.


Com isso você percebe como é fácil tratar manter um tratamento de esgoto sustentável dentro de casa. E ainda pode fazer a delimitação do círculo com garrafas pet, como na foto acima.
A água negra, oriunda da descarga de nosso banheiro hídrico, passa por três estágios antes de chegar no centro do círculo de bananeiras. São três caixas com fundo e tampa, feitas de concreto. Nas duas primeiras caixas, ocorre o processo de decantação dos dejetos sólidos. A terceira caixa tem brita e cascalho que filtram ainda mais os dejetos mais sólidos, dos líquidos. A água negra que chega ao centro do círculo ainda traz muitos nutrientes para as plantas. É interessante ressaltar que o centro do círculo de bananeiras também é uma caixa de concreto em formato cilíndrico, entretanto, sem tampa. Dentro desse cilindro, lançamos podas de plantas e folhas secas. A decomposição desse material também oferece um alto teor de nutrição para o solo.



Captação de água de chuva
No Telhado Verde a água que vaza da terra é captada e direcionada pelas calhas para uma cisterna. Containers higienizados de diversos tamanhos e adaptados a necessidades específicas podem guardar a água da chuva. “O tipo de reservatório mais barato utiliza a técnica de ferrocimento em sua construção”, diz Tomaz Ahau.
Na Casa, a água da chuva é mantida num tambor de 1500 litros, feito de material aço-inox - disponível no mercado e conseguido pela Casa dos Hólons por doação. Quando o tambor enche, a água vaza para baixo da sala de aula onde fica reservada num antigo poço que já existia antes do projeto começar.

Vale ressaltar que nosso reservatório de água está dimensionado apenas em escala demonstrativa.

Ecocabanas
são construções perfeitas para aqueles que sempre quiseram uma casa da árvore. O material descartado pela construção civil pode ser reutilizado em construções de baixo custo e seguras. Na Casa dos Hólons as duas ecocabanas foram construídas com materiais recolhidos em caçambas e depósitos de material de demolição. A estética é inusitada e o conforto é o mesmo de uma casa de alvenaria. Prensados de tetra pack também são usados na composição. A habitação é bastante viável para quem pretende construir uma casa com baixo orçamento.


Outros ambientes construídos com técnicas de ferrocimento, em formato piramidal, ou quadrado mesmo, reutilizando garrafas e potes de vidro na constituição das paredes servem como sala de massagem e pequenos quartos dos hóspedes.




Busca-se através dessas construções, certa sintonia com um mundo encantado, de fadas e outras criaturas místicas. É como retornar à nossa infância por alguns instantes, através dessa arquitetura lúdica e útil para captar melhor a luz solar para os ambientes externos.


Aqui na Casa, procuramos disponibilizar para estudantes ou profissionais de permacultura, que por acaso estão temporariamente por São Paulo, nossas instalações para pernoite. Não somos uma hospedaria, mas podemos abrigar parceiros que compactuem com o nosso pensamento. Assim, hóspedes também são atuantes nas atividades cotidianas de manutenção e limpeza da Casa dos Hólons.



Energia, aquecedor solar e outras alternativas renováveis.
(em breve)
O Banheiro Seco Compostável
é uma alternativa viável para residências em área urbana ou rural e é experimentado pela Casa dos Hólons. O material orgânico coletado, depois de alguns processos é aplicado para adubar os jardins da Casa.
PROCESSO DE DECOMPOSIÇÃO DAS FEZES
4 meses: Uso do banheiro
4 meses: Desidratação
4 meses: Aplicação do material no minhocário
Após esse processo, vai como húmus para os canteiros de plantas


Forno de barro, à lenha... e gastronomia ética.
No resgate de valores tradicionais na alimentação, no dia a dia a Casa dos Hólons se preocupa com o hábito alimentar. A comida é um dos principais pontos de convergência entre aqueles que buscam uma cultura sustentável e pacífica.

Dê preferência a alimentos orgânicos e agroecológicos



A Casa dos Hólons estabelece como proposta interna o consumo de alimentos ecologicamente corretos. Atualmente, através de estudos científicos, sabe-se que é possível obter todas as fontes de energia de combinados de alimentos vegetais. A utilização desses alimentos no cotidiano gera menos dejetos e fornece saúde plena. A casa também evita usar qualquer tipo de alimento com origem animal.


Comeu, vai descartar.
Se esse material descartado se acumula temos um problema. Agora, se o reintegramos ao ambiente o que chamamos de lixo orgânico, podemos transformar este material em um excelente fortificante para a terra. Mas não adianta colocar os restos de alimentos perto das plantas. Você precisa delimitar uma área para a compostagem. Dessa forma, você redistribui esse material orgânico já decomposto, pronto para ser consumido pelas plantas.

Há diversas técnicas que você pode utilizar na sua área de compostagem. Nosso sistema de compostagem funciona muito bem, não restando dúvidas que é um modelo confiável para ser aplicado, apesar de não ter beleza estética.
Abaixo, o minhocário. As minhocas são grandes atores da área de compostagem. São elas que facilitam a entrada de oxigênio, água e misturam os nutrientes do solo. Com minhocas a compostagem pode ser mais rápida e com melhores resultados.

A interação entre os diversos tipos e espécies de plantas apresenta uma proposta de paisagismo comestível. Hortas podem ser cultivadas em pequenos espaços, ou em terrenos “abandonados” de forma individual ou comunitária. Em Cuba existem hortas comunitárias que abastecem boa parte da população. È possível você reaproveitar terrenos abandonados ou mesmo os espaços da sua casa para benefício próprio, ou mesmo para venda.


(clique aqui e aprenda como fazer sua horta)



Reciclagem e produção de arte utilitária. É possível reaproveitar materiais como garrafas pet, jornal, papelão, madeira, vidro e metal para constituir paredes diferentes ou arte-utilitários.

No futuro, outra sede do projeto chamada Unapitinga pretende ser o atelier de reciclagem para utilitários domésticos e experimentações com diferentes materiais.

(essas garrafas com sacos plásticos enfiados em seu interior podem se transformar em excelentes tijolos para construção)
Sabe-se que a reutilização de alguns materiais como garrafas pet ou sacos plásticos é uma medida paliativa para reduzir o impacto da vida humana contemporânea. Entretanto, é uma medida que ainda pode ser vastamente aplicada, principalmente no perímetro urbano, onde é impossível ficar sem um único saco plástico após uma simples compra de mercado.



A Casa dos Hólons é aberta para receber outras entidades e organizações, para aqui fazerem sua base, ou mesmo utilizarem o espaço para o planejamento de futuras atividades.
O ambiente orgânico e cíclico que se forma ao redor da Casa permite aos visitantes e moradores uma ligação importante com o meio que habitamos.
Esta é a Casa dos Hólons. Um espaço que é, ao mesmo tempo ecovila e laboratório de permacultura urbana. Agora, que tal nos mandar um e-mail e começar a fazer parte desses e outros trabalhos em busca de um outro mundo possível?
casadosholons@gmail.com
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