
Encontro em Santa Catarina traz propostas para a convergência em torno de valores de paz , o documento PAHL ( Plano de Ação para Humanos Livres)representa mais uma oportunidade para juntarmos forças para construção do Outro Mundo Possível...
O Novo Tempo se faz cada vez mais presente
continua...
Plano de Ação de Humanos Livres
1- Propósitos:
Melhorar a qualidade de vida dos humanos livres colocando eles de novo em estreito contato com a natureza. Preservar o acervo cultural humano de todo o impacto da mudança geológica que estamos experimentando. Assegurar a supervivencia da genética culturalmente evoluída, conscientemente autosostenível, espiritualmente autônoma. Exemplificar concretamente outra forma de organização social respeitosa do meio ambiente para demonstrar que um outro mundo é possível.
2- Desafios:
Pessimismo da classe dirigente, por subestimar a capacidade de adaptação á mudança por parte do povo. Enfrentamento de interesses privados disfarçados de públicos, que é a origem real desse pessimismo. Desrespeito da iniciativa de fazer em lugar de reclamar. Incredulidade científica acerca das origens das mudanças geológicas em processo. Resistência de aceitar um novo paradigma.
3- Serviços:
Mobilização dos órgãos de organização social (Municípios, Fóruns Locais, ONGs/OCIPs, APPs, Egrégoras, Governos, Clubes, Agrupações) para lograr participação conjunta de todos os níveis envolvidos. Ativação individual a través de chamamentos utilizando a mídia, gerando a participação do indivíduo por escolha de seu livre arbítrio. Inclusão da ONU e da República Federativa do Brasil, estendendo o convite a todas as outras nações do Mundo. Chega de demoras.
4- Formas:
Ativação de organização cooperativa para gerar sustento em harmonia com as possibilidades naturais de cada bio-região. Agrupação de pessoas em "ekomunas agroekológicas ekonscientes pluriespirituais" para honrar o princípio "Horta e Arte". Trabalho na terra para produzir o próprio alimento; trabalho nas mais variadas artes para conseguir intercambiar o que não se produz; trabalho na alma, mente e corpo para melhorar a experiência humana e atingir melhores níveis de autorealização.
5- Comandos:
Novo entendimento do líder como organizador sutil, em vez de como chefe absoluto. Administração fluida segundo as capacidades de cada líder de acordo a cada problema que se apresentar, procurando a pessoa mais idônea segundo sua trajetória e experiência. "Meritocracia Consensuada Biocrática Meditativa", definida a traves de sua aplicação como "modus vivendi", algo assim como o desenvolvimento progressivo de um governo tácito pré-telepático post democrático.
6- Equilíbrios:
Trabalho em rede, revisando todas as experiências e pontos de vista de todas as comunidades autogestionadas anteriores. Inventário histórico de organizações espontâneas e emergenciais ante catástrofes meio ambientais e caos social. Pros e contras específicos de cada modelo nas áreas de saúde, educação, arquitetura, manejo ambiental e adaptação a cada bio-região.
7- Harmonizações:
Comunicação do que acontece dentro do novo modelo social a traves de vídeo câmaras colocadas nas áreas de conversa, toma de decisões, trabalho e discussão. As imagens e sonidos gravados serão editadas e colocadas na Internet. Estar no ar é o melhor jeito de não "enfiar o pé na jaca". Se saber observado, obriga a desenvolver consciência contínua. E pode produzir muitos recursos dada a nova tendência de assistir "realities shows".
8- Integridades:
Atuação holonômica e sincrônica em todas as áreas ao mesmo tempo, considerando a totalidade do contexto social, arquitetônico, ambiental, etc., ao invés de uma abordagem setorializada. Si uma das partes funciona mal, as outras também vão sentir. Focalização na atuação artística dos habitantes da ekomuna para evitar a sobrecarga psicológica que termina em dramas de controle e lutas de egos. Ego expressado, ego satisfeito. Ego reprimido, ego brigando contra ego.
9- Intenções:
Utilização de terrenos fiscais e privados, desmatados recuperáveis, maltratados pela exploração de gado e da agricultura antiga, accessíveis dos centro urbanos, mais o suficientemente distanciados para assim evitar visitas constantes, e permitir um controle e organização adequada ás necessidades particulares de cada bio-região. Re-humanização da cultura gregária, subordinando o desenvolvimento e o progresso aos valores éticos da Cultura de Jardim, onde o centro de atenção volte a ser a Natureza.
10- Manifestações:
Aceitação de patrocínios múltiplos segundo a Lei de Mecenato atual, para embelecer as ekomunas ekonscientes ao ponto de volta-las atrativas para a iniciativa privada, oferecendo uma opção melhor que prédios amontoados onde ninguém conversa com ninguém. Desencadear uma competência criativa autônoma para que cada bio-região pesquise as suas possibilidades de otimização de recursos aplicados em beleza social.
11- Liberações:
Quando os modelos estiverem amadurecidos, deveremos trabalhar na difusão desses estilos de vida saudáveis, simples, despretensiosos, utilizando recursos vindos da própria comunidade. Expansão da educação emancipa tória á outras comunidades nacionais e internacionais, onde estejam prontos para aplicar o novo modelo, com permanente reavaliação das leis de convivência e ensino-aprendizagem desenvolvidas nas ekomunas ekonscientes.
12- Cooperações:
Retorno dos participantes da experiência para seus centros urbanos de forma gradual, tentando se re-inserir novamente em seus habitat antigos, para tentar reformular as instituições sociais clássicas desde dentro. Incorporação de exercícios de convívio, empresas cooperativas, vivencias de consenso, e articulação orgânicas nos afazeres diários para uma evolução social integral e prazerosa. Transformação concreta da Civilização Centralizada em Ruralização Descentralizada. Volta á Paz.
13- Transcendências:
Re-encantamento de nossas vidas, recuperação do silencio ancestral, do respeito aos anciões, do culto ás crianças... Catalisação do aprendizado a través de tantos erros, numa nova aceitação da grandeza da natureza. Re-organização das prioridades humanas em pós do espiritual em lugar do material. De construção paulatina de todo o que oprime o meio ambiente, para o meio ambiente não fazer o mesmo conosco. Com humildade e rapidez, aprender do erro para não mais comete-lo. Agradecimento pela lição.